quarta-feira, 3 de abril de 2013

FORTALEZA SEGURA É O NOSSO DEUS


Texto: Salmo 46:1-11

“Deus o nosso refúgio  e fortaleza socorro bem presente nas tribulações” Sal 46:1.

Introdução: Este é um salmo precioso, de conforto, segurança, proteção e esperança para todos que os confiam em Deus.
Ninguém sabe quantos corações se animaram quando esses versos majestosos foram lidos junto ao leito de enfermos, em lares enlutados, nas masmorras da perseguição e nos aposentos em sofrimento  e tragédia.

Na primeira guerra mundial, muitos jovens de uma comunidade nas montanhas da Escócia foram convocados para o serviço militar: Sempre que os recrutas embarcavam rumo ao continente, parentes e amigos reuniam no cais e cantavam:

Deus é o nosso refúgio e fortaleza,
Nas dificuldades é socorro presente;
Portanto ainda que a terra estremeça,
Não haveremos de temer;
Ainda que os montes se lancem ao mar,
Ainda que as águas bramem
E se tumultuem; sim ainda que
Suas águas façam os montes estremecer...

Há um rio, cujas correntes alegram
A cidade de nosso Deus;
O lugar santo, onde o Senhor
Altíssimo fez sua habitação.
Deus está no meio dela;
Nada poderá abalar;
O senhor lhe será auxílio
Desde o romper da manhã.

Aquietai-vos  e sabei que eu sou Deus
Entre as nações serei exaltado, na terra
Serei sobremodo exaltado,
O Deus de Jacó, nosso refúgio,
Permanecerá para sempre

      (Saltério Escocês)

Os cais escocês é um dos milhares de contextos nos quais os santos de Deus foram confortados por esse salmo em tempos de crise intensa.

O salmo pode ser dividido em três seções:
1.   O desafio da confiança - Não  há nada a temer. Deus está conosco (v. 1-3).               
2.  O segredo da confiança - O Senhor entronizado em Jerusalém (v. 4-7).
3.  A vindicação da confiança - Paz na terra e domínio mundial (v. 8-11).
                                 
Acredita-se que o contexto histórico do salmo é o livramento miraculoso de Jerusalém quando a cidade foi cercado por  Senaqueribe da Síria II Reis 18:13 – 19:35; Isaias 36:1 e 37:36.

Nessa ocasião o povo de Judá experimentou a presença de Deus de modo singular, da qual o Salmo celebra louvores a Ele como Emanuel, Deus conosco.

I.           O DESAFIO DA CONFIANÇA - NÃO  HÁ NADA A TEMER. DEUS ESTÁ CONOSCO (v. 1-3).

A)    Deus o nosso refúgio  e fortaleza socorro bem presente nas tribulações.

1.   A segunda parte da frase também pode ser traduzida por “amplamente disponível para andar nos lugares estreitos”.
2.   Somos bem-aventurados quando nos damos conta de que nossa segurança e proteção não se encontra em riquezas ou exércitos, mas somente em Jesus!

Imagine a pior coisa que poderia acontecer!
·       Suponha que a terra derretesse, como se estivesse na correnteza de lava de um vulcão gigantesco.
·         Imagine que um terremoto lançasse os montes nos mares.
·     Suponha que uma inundação rugisse e espumasse sobre a terra, ou que os montes estremecessem com a força destruidora da natureza.

Imagine os montes como símbolos de impérios ou cidades e as águas como nação.
·         Os alicerces da sociedade se desmancham, reinos caem e se desintegram.
·         As nações do mundo se agitam num tumulto político, econômico e social de intensidade nunca antes vista, que abarca o mundo inteiro.

Ainda que as piores tragédias sobrevenham, não há motivo para temer, pois Deus está conosco!

II.        O SEGREDO DA CONFIANÇA - O SENHOR ENTRONIZADO EM JERUSALÉM (v. 4-7).

A)   Ele é o rio, cujas correntes alegram a cidade de Deus (v. 4).

1.   Na verdade, a cidade de Jerusalém não é cortada por nenhum rio.

2.   Porém tudo que um rio representa para uma cidade comum, Deus representa para seu povo, e muito mais, pois Ele é a fundação e refrigério da vida, além de transbordar de misericórdia e bondade!

3.   O Senhor majestoso será para nós um lugar de rios e correntes largas, ou seja proteção, refúgio e beleza (Is 33:21,22).

B)    Uma vez que Deus se encontra entronizado em Jerusalém, ela jamais será abalada. Deus a ajudará desde a manhã (v. 5).

1.   São muitas noite que o povo de Deus enfrenta nesta vida, mas Cristo é a nossa alva a estrela da manhã.
2.   As nações da terra podem bramir de fúria; os reinos podem se abalar, mas, quando Deus fala em sua ira, a terra se dissolve em obediência a Ele (v. 6,7).

a)  Essas palavras antevêem a grande tribulação, quando a terra será transtornada por catástrofes naturais, inquietação política, guerras, pestes e aflições inconcebíveis.
b)  O Senhor virá do céu para esmagar toda insubordinação e rebelião e para reinar com justiça e paz. Nessa ocasião, o remanescente fiel de Israel dirá: “O Senhor dos Exércitos está conosco; o Deus de Jacó é o nosso refúgio”.

C)    A certeza que esse versículo oferece traz consolo inexprimível.

1.   O Senhor dos Exércitos está conosco ou seja,  o Senhor das hostes angelicais do céu. Ele também é, contudo, o Deus de Jacó.
2.   O nome Jacó significa “enganador” ou “suplantador “. Ainda assim o Senhor se denomina Deus de Jacó.
3.   Ao juntar as duas idéias, vemos que o Deus das hostes celestiais é o Deus do pecador indigno.
4.   Aquele que é infinitamente  exaltado também faz intimamente presente. Está conosco a cada passo do nosso caminho e é nosso refúgio infalível em todas as tempestades da vida. 

III. A VINDICAÇÃO DA CONFIANÇA - PAZ NA TERRA E DOMÍNIO MUNDIAL (v. 8-11).

A)   Quando chegamos ao versículo 8, o tumulto e os cataclismos cessaram.

1.    O rei se encontra assentado em seu trono em Jerusalém.
2.    O salmista convida a sair e ver o campo da vitória.
3.    Para todos os lados que olhar, verá os restos de seus inimigos derrotados. Em toda parte, encontrará evidencias do juízo terrível  que sobrevirá ao mundo durante a tribulação e a aparição gloriosa do Rei.
4.    No versículo 9 o Senhor como Príncipe da Paz será entronizado, a guerra cessará em todo o mundo (v. 9).
5.    Aquilo que alianças e confederações não conseguiram concretizar o Senhor Jesus executará com Seu cetro de ferro.
6.    O desarmamento deixará de ser tema de discussão e se tornará realidade. As armas perderão sua utilidade.

B)   A voz de Deus para todos os habitantes da terra com palavras que tranqüilizam e  garantem a supremacia do Senhor. Aquietai-vos e sabei que eu sou Deus; sou exaltado entre as nações, sou exaltado,na terra” (v. 10).

1.   Todo o medo será acalmado, toda ansiedade será serenada. Seu povo poderá descansar. Ele é Deus. Sua causa é vitoriosa Ele é supremo  entre nações  e  exaltado sobre a  terra.

O versículo 10 inspirou Katharina Von Schlegel a escrever o hino “aquieta-te, minha alma”.

Aquieta-te minha alma; Deus
Contigo está
Leva paciente a cruz de mágoa e dor;
Teu Deus por ti vigia e proverá;
Na provação, fiel é Teu Senhor
Aquieta-te, minha alma, amigo
Sem rival,
Por entre espinhos leva ao bem final

Conclusão: Não importa o que aconteça ou quão densas sejam as trevas, o cristão pode dizer com toda a confiança e com todo o destemor: “O Senhor dos Exércitos está conosco, o Deus de Jacó  é o nosso refúgio” (v.11).  

Se aquele que comanda os exércitos do céu está do nosso lado, quem nos pode derrotar?

O Deus do indigno Jacó é fortaleza na qual podemos encontrar refúgio em meio às  tempestades desta vida incerta!

Aquieta-te a manhã já vem.
A noite chegará ao fim;
Confia em Cristo, tua luz,
Teu amigo fiel.
E sabe que ele é Deus,
Cuja perfeita vontade
Faz tudo cooperar para o bem
Olha para o alto e aquieta-te

Florence Wills

Comentário Bíblico Popular Antigo Testamento – William MacDonald

domingo, 31 de março de 2013

A AGONIA E A GLÓRIA DA CRUZ


A Ressurreição de Jesus

Texto: Mateus 28:1-10

Introdução: No domingo, o túmulo estava vazio. Um anjo perguntou para as mulheres: “Porque buscais entre os mortos ao que vive? Ele não está aqui, mas ressuscitou” Lc 24:5b,6a.
      Os acontecimentos mais importantes na história humana foram à morte e a ressurreição de Jesus Cristo. Se não houvesse um túmulo vazio, o mundo jamais teria ouvido falar de Jesus.
      Nós cremos em um Cristo vivo! Muitos, adoram a um senhor morto, e fazem procissão a um Deus morto, mas a Bíblia nos prova que Cristo está vivo. Para que serve um salvador morto?
      Jesus não reencarnou nem foi recriado; Ele ressuscitou dos mortos. Ele atravessou a morte para um mundo novo, adquirindo um novo corpo imortal, ainda físico, porém transformado.
      Hoje nossa esperança não é só a imortalidade da alma, mas a ressurreição e transformação dos nossos corpos.              
     Jesus morreu fisicamente e ressuscitou literalmente. Isto significa que Ele está vivo hoje. Também significa que nós podemos crer n’Ele e obedecer a Ele hoje. Esta é a mensagem do evangelho. “Eu sou a ressurreição e a vida”.
      A morte de Cristo tem um significado profundo na vida do cristão.
      Quais seriam esses significados?
I.           A MORTE DE CRISTO É O RESULTADO DO ATO HUMANO MAIS TERRÍVEL – Atos 3:14-15

A)  Antes de tudo Cristo morreu para cumprir as Escrituras Jo 19:28.

B)  Em segundo lugar os nossos pecados foram a causa da morte Cristo “Porque também Cristo padeceu uma vez pelos pecados, o justo pelos injustos, para levar-nos a Deus; mortificado, na verdade, na carne, mas vivificado pelo Espírito” 1 Pd 3:18.

II.        A MORTE DE CRISTO É A EVIDÊNCIA DO MAIOR AMOR – Rm 5:6-8

A) Se não fosse o amor de Deus não haveria cruz Jo. 3:16.

a)  Quando Cristo reina em nós esse amor verdadeiro transforma a nossa vida e a nossa casa.

1.   Deus nos amou de uma maneira incompreensível.
2.   O amor de tal maneira que deu Seu único Filho.
3.   O amor que deu em sacrifício.

B) Você daria o seu filho por amor a um inimigo?
1.   Não havia razão para Deus dar o Seu único Filho para morrer por nós.
2.   O pecado fez do homem inimigo de Deus. Mas, Deus deu Seu Filho por causa do Seu grande amor Rm 5:10. 
3.   A morte de Cristo é a maior prova de amor jamais vista no mundo Jo 15:13.

III.     A MORTE DE CRISTO É A MENSAGEM DA MAIOR VITÓRIA – Hb 2:14

A) Cristo venceu pela Sua morte.
1.   Normalmente a morte parece ser sinal definitivo de derrota.
2.   Todavia a morte não é sinal de derrota para alguém que  tem Cristo.
3.   Cristo veio ao mundo para morrer em lugar dos pecadores Mc 10:45.

A cruz de Cristo nos libera a grande salvação.

Ilustração: Um determinado jovem soldado foi condenado à morte e teria sua execução numa determinada tarde, depois do por do sol, ao badalar do velho sino da igreja.
    Sua noiva tudo fez para salvá-lo, mas, tudo foi em vão. Momentos antes de tocar o sino, a noiva subiu a torre mais alta e agarrou-se fortemente ao badalo do sino.
    O sacristão já estava preparado para dar o sinal. E assim que ele começou, ao peso do corpo da jovem sobre a corda, o sino movia violentamente de um lado para outro.
     A jovem heroína, agarrada, não permitia que o sino desse qualquer sinal. No movimento do sino, era levada de um lado para o outro, estando a ponto de ser lançada em terra, devido o sofrimento e cansaço.
      Finalmente, o sacristão, velho e surdo, julgando ter cumprido o seu dever, retirou-se cabisbaixo, enquanto a jovem desceu, desesperadamente, e correu como louca ao lugar de suplício.
      Cromwell, o general, estava de pé sem compreender o silêncio, quando viu aproximar-se o vulto da jovem despenteada, maltrapilha, as mãos feridas, a respiração cortada, pálida de cansaço e de tristeza, num olhar suplicante e cheio de esperança.
      O general compadecido ao contemplar aquele quadro de amor e desespero, de uma alma profundamente angustiada diz-lhe com lágrimas nos olhos: “Vá, leve seu amado! O sino não tocará mais!

B) A morte de Cristo significa vitória.
1.   Sobre a maldição da lei Gl 3:13.
2.   Sobre Satanás Hb 2:14.
3.   Sobre a morte 1 Co 15:55-58.
4.   Vitória sobre o pecado Rm 6:14.

IV.       A MORTE DE CRISTO É O MOTIVO DA MAIOR ESPERANÇA: ELE RESSUSCITOU – At 3:15

A) Aquele que ressuscitou há de nos ressuscitar também 2 Co 4:14.
1.   A bíblia fala das testemunhas oculares da ressurreição de Jesus Cristo At 1:1-3; 1 Co 15:3-8.
2.   Agora, só há esperança real de salvação no nome de Jesus At 4:12. 
3.   Esperança é viver tendo certeza de nosso futuro eterno garantido pela morte de Cristo em nosso favor.

B) Ele está vivo e tem um corpo ressurreto semelhante ao que um dia teremos.

  1. Pela fé nos tornamos filhos de Deus - “Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus; aos que crêem no seu nome; os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus” Jo 1:12,13 
  1. O salvo terá um corpo semelhante ao dEle – “Amados agora somos filhos de Deus, e ainda não é manifesto o que havemos de ser. Mas sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele; porque assim como é o veremos” 1 Jo 3:2. 
  1. Um corpo glorificado, livre do pecado, do sofrimento, das doenças, do cansaço e da morte Fl 3:21; 1 Co 15:43,48,49.

        Conclusão: A cruz foi a conquista da vitória. A morte não pôde deter Jesus At 2:24; 2 Tm 1:10.      
        A ressurreição de Jesus Cristo garante a nossa ressurreição.
        Não fomos feitos para morrer, mas para viver.
        Qual é a esperança da ressurreição para você neste momento?
        Você precisa refletir:
·        Minha vida não é fútil; ela tem um propósito.
·        Suas deficiências não são fatais; elas são perdoadas, quando você aceita o Senhor Jesus Cristo.
·        A nossa morte não é o fim; existe uma ressurreição.
·        Que esperança! Seremos como Jesus.
·        Quando Ele estava na cruz, Satanás foi derrotado, o pecado foi vencido e a morte foi abolida.
“Graças a Deus que nos dá a vitória por intermédio de nosso Senhor Jesus Cristo” 1 Co 15:57.
C)  

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

A PRÁTICA DA MORDOMIA NAS OFERTAS VOLUNTÁRIAS




Texto Básico: Êx 35.4-9  “Tomai de entre vós uma oferta para o Senhor; cada um cujo coração é voluntariamente disposto a trará por oferta alçada ao Senhor: ouro, prata e bronze...” (v. 5).

Texto Áureo: Êx 22.29
Texto Devocional: Êx 36.2-7
INTRODUÇÃO
Enquanto a matemática do mundo é movida pelo que se vê, a matemática de Deus é movida pela fé. A filosofia do ho­mem natural é baseada no ter ou não ter. Quanto mais tem, melhor. Jesus ensina que é dando que se recebe. Para termos uma boa medida, recalcada, sacudida, transbordante, é neces­sário que em nós haja o mesmo espírito que houve em Cristo Jesus (Lc 6.38; Fp 2.5-8). Jesus curou, confortou, multiplicou pães, deu-se a si mesmo por nós.
Uma coisa é certa: Quanto maior for a espiritualidade de um crente, maior será a liberalidade com que contribuirá para a causa do evangelho.
Grande parte do que tem sido realizado no reino de Deus na terra é porque homens de Deus têm ofertado liberalmente. E muito mais tem deixado de ser feito por faltar recurso, devi­do à falta de visão de muitos, que podem, mas nada fazem em prol da causa do Senhor.
Busque ser um mordomo fiel, para a glória do Senhor.

I.      O FUNDAMENTO DAS OFERTAS NAS ESCRITURAS

A)   Havia diferentes tipos de ofertas na lei de Moisés:
1.    Ofertas pela culpa, ofertas pacíficas, ofertas de manjares, ofertas movidas, ofertas queimadas. 
2.    Mas esta lição não visa focali­zar tais tipos de ofertas, mas a OFERTA DE FÉ, para o sustento da obra de Deus. 
3.    As ofertas pelo pecado foram requeridas por Deus e tinham base no seu plano redentor em relação ao homem, criado à sua imagem e semelhança. O primeiro homem caiu e com ele toda a raça humana (Rm 5.12,18).
4.    Por isso, até que Gn 3.15 se cumprisse, Deus instituiu tais ofertas para que, através delas, os homens pudessem voltar a ter comunhão com Ele. E só eram aceitas se feitas de acordo com as determinações estabelecidas na lei (Lv 17.11; Hb 9.22).

B)   Ofertas para o custeio da obra de Deus. O dinheiro dos dízimos tem um fim determinado: “para que haja mantimento…” (Ml 3.10).
1.    Logo, os dízimos são para o sustento da igreja. Dízimo é para prover mantimento, isto é, sustento para o ministério, para os pobres, para os missionários. En­tão, para que são as ofertas? Oferta é para fim específico: aquisição de propriedade, construção, compra de veículo etc. O dinheiro de oferta não deve ser desviado do seu objetivo: se foi levantado para compra de terreno, use- o para comprar o terreno; se foi para comprar instrumentos musicais, não o desvie para construir templo. O desvio do dinheiro da oferta desestimula o povo a contribuir.
Oferta não é coisa sem importância. Ofertar é tão importante, que Deus disse: “Roubará o homem a Deus? Todavia vós me roubais, e dizeis: Em que te roubamos? Nos dízimos e nas ofertas” (Ml 3.8). Ora, se não dando ofertas estamos roubando a Deus, ofertar é tão importante quanto dizimar.
O significado da oferta. A oferta revestia-se de uma simbologia, apontando para Cristo, a verdadeira oferta (Hb 10.10). Por isso, deveria ter certas características, como: “Se a sua oferta for holocausto de gado, trará macho sem defeito” (Lv 1.3). Ao receber a bênção, o povo deveria dar oferta ao Senhor (Nm 15.19; 31.48-54). Mas Deus não aceita oferta associ­ada à desobediência (ISm 15.22; SI 51.16,17); “Não continueis a trazer ofertas vãs” (Is 1.13a); o imundo é abominação ao Senhor (Ml 1.6-14). Alguns israelitas estavam oferecendo animais defeituosos ao Senhor. Então, o Senhor disse: “Ora, apresenta-o ao teu príncipe; terá ele agrado em ti? Ou aceitará ele a tua pessoa? – diz o Senhor dos Exércitos” (Ml 1.8).
2)  UM GRANDE EXEMPLO DE LIBERALIDADE

O melhor exemplo sobre oferta para a obra de Deus é o da construção do Tabernáculo, no deserto, pelos filhos de Israel.
Moisés pediu ao povo que ofertasse. “Esta é a palavra que o Se­nhor ordenou, dizendo: Tomai, do que tendes, uma oferta para o Senhor; cada um, de coração disposto, voluntariamente a trará por oferta ao Se­nhor” (Ex 35.4b-5a). Agora, veja a lista do material que deveriam ofertar (vs.5-9).
O povo ofertou com Iiberalidade incomum. Os homens hábeis contratados para a construção do Tabernáculo examinaram o material rece­bido. Viram que toda manhã as pessoas traziam mais. Então, foram a Moisés e disseram-lhe: “O povo traz muito mais do que é necessário para o serviço da obra, que o Senhor ordenou se fizesse” (Ex 36.5); “Assim o povo foi
proibido de trazer mais” (v.6c). Que belo exemplo para nós hoje!
Este exemplo pode ser aplicado à igreja. Como foi importante aquela oferta, com um fim específico, assim também na igreja, hoje, temos necessidade de ofertar: a) para construção de templos; b) para comprar instrumentos musicais; c) para compra de aparelhos de som; d) para manter programa de rádio e televisão; e) para missões nacionais e mundiais; f) para aquisição de bens em geral, de uso da igreja. Jesus elogiou a oferta da viúva pobre, porque ela “da sua pobreza deu tudo quanto possuía, todo o seu sustento” (Mc 12.41-44). Às vezes, vemos irmãos dando uma migalha como oferta e dizendo que “é a oferta da viúva pobre”. Mas estão mentindo. Dar a oferta da viúva é dar tudo!
CONCLUSÃO
Ao concluir este estudo, queremos deixar as seguintes reflexões:
Deus está interessado, em primeiro lugar, na entrega de sua vida a Ele e não no seu dinheiro. Certo jovem, durante a entrega das ofertas, deitou-se sobre a bandeja . O pastor, admirado e sem entender, perguntou-lhe por que fez isso e ele respondeu: – E porque não tenho dinheiro para oferecer. Por isso, ofereço a minha vida a Deus.
O mundo está aí, diante de nós, cada vez mais necessitado de ouvir as boas novas de salvação. O custo da obra é grande e não podemos menos­prezar o preparo e o envio de obreiros para os campos. Nossas ofertas missionárias têm sido um vergonha!. Vamos mudar este quadro?
Se os membros das igrejas fossem todos fiéis nos dízimos e nas ofertas, depositando-os cada um no gazofilácio da igreja onde congrega, essa igreja não precisaria buscar recursos fora dela para realizar seus projetos. Estou experimentando esta bênção. Tome posse você também da mesma experi­ência. Seja você fiel e a bênção será primeiro para você, pois Deus honra a sua Palavra.
Finalmente, desejamos que todos tenham sido abençoados com o estu­do. Abençoados por conhecerem agora muito mais sobre mordomia nas ofertas voluntárias. E abençoados por serem agora muito mais fiéis como mordomos do Senhor.
PERGUNTAS DA LIÇÃO
Há muitos tipos de ofertas na Bíblia.
·         Qual deles foi alvo desta lição?
·         Por que sonegar oferta é roubar a Deus?
·         Qual a diferença da destinação dos dízimos e das ofertas?
·         Que grande exemplo os israelitas nos legaram com as ofertas para o Tabernáculo?
·         Qual a razão pela qual Jesus elogiou a oferta tão pequena de uma viúva?